Neo Geo: qual versão realmente entrega a melhor experiência?

Quando a gente fala em Neo Geo, é comum ouvir que ele é a Ferrari dos consoles retrô. Isso não é exagero. A qualidade dos jogos, do áudio e da imagem sempre colocou a plataforma em outro patamar. Mas, na hora de escolher qual Neo Geo comprar, surgem dúvidas reais: AES, MVS ou CD?

Existem basicamente três caminhos possíveis dentro do universo Neo Geo. Dois deles são modelos oficiais lançados pela SNK, e o terceiro é uma alternativa que nasceu do próprio fliperama. Cada um oferece uma experiência diferente, com vantagens e limitações que vão muito além do preço.

O Neo Geo AES é o modelo mais icônico de todos. É o console doméstico original, com os cartuchos grandes, o design clássico e o controle no estilo arcade que todo mundo sonha em ter. A experiência é impecável, sem loads e com fidelidade total aos jogos. O problema é que tudo no AES custa caro. O console já exige um investimento alto, e os jogos facilmente ultrapassam valores que afastam quem quer simplesmente jogar. Ele é perfeito para quem busca o objeto definitivo, quase como uma peça de coleção, mas não é a opção mais acessível para jogar a plataforma no dia a dia.

O Neo Geo CD surgiu como uma tentativa de reduzir custos. Em teoria, ele permitiria acesso aos jogos por um preço mais baixo, já que utiliza CDs no lugar dos cartuchos. Na prática, muitos jogos sofrem com tempos de carregamento excessivos. Load para iniciar a luta, load entre rounds, load o tempo todo. Isso quebra o ritmo e muda a forma como os jogos foram pensados para serem jogados. Mesmo com a possibilidade de usar um ODE, os carregamentos continuam existindo. É a forma mais barata de acessar a biblioteca, mas também a que entrega a experiência mais distante da proposta original do Neo Geo.

Já o Neo Geo MVS é, na essência, o Neo Geo de fliperama. Ele utiliza a mesma placa arcade, conectada via JAMMA, e pode ser usada tanto em máquinas quanto em versões consolizadas. É justamente aí que ele se torna tão interessante. O MVS oferece praticamente a mesma experiência do AES: jogos sem load, áudio poderoso, imagem extremamente limpa em RGB e acesso à maior parte da biblioteca da plataforma. A diferença é que os cartuchos são muito mais baratos, as peças são mais fáceis de encontrar e o custo de entrada é significativamente menor.

Outro ponto forte do MVS é a qualidade do sinal de vídeo. Por ser um sistema arcade, o RGB já vem pronto e estável, dispensando modificações para obter uma imagem ótima. Basta um bom cabo SCART para ter um resultado excelente em TVs modernas ou em upscalers. E se quiser elevar ainda mais o nível da imagem, existem versões blindadas que reduzem interferências e ruídos — ideal para setups retrô bem caprichados.

Para quem quer começar a jogar sem gastar uma fortuna, cartuchos multicart também aparecem como alternativa: por exemplo o Cartucho 161 in 1 – Neo Geo (MVS / AES) que já reúne grande parte dos jogos mais conhecidos da plataforma. Isso permite explorar dezenas de títulos sem precisar investir valores absurdos logo no início.

No fim das contas, não existe uma resposta única. O AES é o sonho e o objeto de desejo; o CD é a porta de entrada mais barata, com suas limitações; e o MVS fica no meio do caminho, oferecendo uma experiência extremamente próxima do topo, com custo, manutenção e flexibilidade muito mais amigáveis.

A melhor escolha depende do que você busca: jogar, colecionar ou simplesmente viver a nostalgia. Colocar esses fatores na mesa é o que transforma a decisão em algo consciente — e não apenas emocional.

🔗 Links úteis

🎮 Cartucho 161 in 1 – Neo Geo (MVS / AES)
👉 https://s.click.aliexpress.com/e/_c4F6rdmb

📺 Cabo SCART – RGB
👉 https://s.click.aliexpress.com/e/_DD8WMc1

📺 Cabo SCART – RGB Blindado
👉 https://s.click.aliexpress.com/e/_c3QTLhdB

Apoie