

O RetroScaler 2X é um dos upscalers mais conhecidos para quem quer ligar consoles antigos em TVs modernas sem gastar muito.
Ele é inspirado no RetroTINK 2X e oferece entradas AV, S-Video, componente e até RGB, prometendo compatibilidade com praticamente qualquer videogame retrô.
Mas depois de testar novamente em vários consoles e comparar com outros upscalers, fica claro que ele não é um aparelho para qualquer tipo de setup.
Dependendo da conexão que você pretende usar, ele pode ser uma boa opção, mas em outros casos existem alternativas melhores pelo mesmo preço ou um pouco mais caro.
O ponto mais importante é entender que o RetroScaler 2X não é um upscaler universal.
Ele funciona melhor em um cenário muito específico, e fora desse cenário o resultado pode decepcionar.
O melhor uso para esse aparelho é com S-Video.
Consoles como Nintendo 64, GameCube sem saída digital, alguns modelos de Super Nintendo e outros sistemas que não têm RGB fácil ou componente nativo ficam muito bons usando S-Video no RetroScaler.
Nessa conexão a imagem fica limpa, com pouco ruído e com um resultado muito próximo do que se espera de um upscaler dessa faixa de preço.
Já em AV composto ele funciona, mas não é onde ele brilha.
A imagem melhora em relação a ligar direto na TV, mas ainda existe bastante ruído, borrado e vazamento de cores.
Para quem pretende comprar um upscaler pensando apenas em AV, existem outras opções que podem entregar resultado parecido.
O RGB existe no aparelho, mas a conversão não é boa.
As cores ficam incorretas, com tendência ao vermelho, e o resultado não compensa se você já tem consoles com saída RGB de qualidade.
Nesse caso, upscalers como GBS-Control ou OSSC entregam um resultado muito melhor.
O componente também tem limitações.
O RetroScaler 2X não funciona com sinal progressivo 480p, o que impede usar corretamente consoles como PlayStation 2, Xbox clássico, Wii ou GameCube em modo progressivo.
Além disso, mesmo em 480i a qualidade não é das melhores, e muitas vezes ligar direto na TV pode dar um resultado parecido.
Outro ponto importante é o input lag.
Nos testes, o RetroScaler adiciona alguns frames de atraso, e quando somado ao delay da TV moderna pode chegar a valores perceptíveis, principalmente para quem está acostumado a jogar em CRT.
Não chega a ser impossível de jogar, mas também não é o melhor cenário para quem busca a menor latência possível.
Por isso, ele acaba sendo um upscaler que faz mais sentido para quem quer jogar consoles que não têm RGB fácil, que não têm componente progressivo, e que possuem boa saída em S-Video.
Nesse tipo de uso, ele ainda é uma opção interessante, principalmente pelo custo.
Mas se a ideia é montar um setup mais completo, com RGB, componente ou menor input lag, vale considerar investir em opções como GBS-Control, OSSC ou RetroTINK, que entregam um resultado mais consistente.
No final, o RetroScaler 2X não é ruim, mas também não é para qualquer situação.
Usado no cenário certo, ele funciona muito bem.
Usado no cenário errado, pode parecer que não valeu o dinheiro.