Se você está pensando em fazer o mod RGB no seu Nintendinho, antes de tudo: respire fundo. Essa modificação não é exatamente simples, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças — desde que seja feita com cuidado, atenção e, claro, com as peças certas. E eu posso dizer isso com propriedade: já tentei fazer no passado… e acabei queimando meu console. Sim, CPU e PPU foram pro espaço. Mas essa história teve volta, teve reconstrução, teve saga completa no canal — e agora finalmente posso dizer que consegui meu NES em RGB, como sempre sonhei.
E aqui está o ponto principal:
A Lava Kit 2.0, comprada do vendedor oficial no AliExpress, mudou completamente minha experiência. É, de longe, a melhor opção custo-benefício para quem quer RGB de verdade no NES americano sem gambiarra e sem furos na carcaça. A placa é moderna, já traz saída RGB nativa via conector DIN10 (padrão Sega Saturn) e inclui ainda S-Video e AV. Um kit completinho, prático e que evita praticamente todos os pesadelos comuns desse mod.
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Por que a Lava Kit 2.0 é a melhor escolha?
Claro, existe a versão original australiana — impecável, lendária, a “chefe final” dos mods RGB para NES. Se você tiver a chance de comprar, vá sem medo. Mas se a ideia é custo-benefício com segurança, a Lava Kit 2.0 se destaca por:
Ser a versão mais atualizada do mod
Trazer um PCB AV moderno que substitui a placa original
Evitar qualquer necessidade de furar a carcaça
Usar conectores robustos e padronizados
Facilitar a instalação de maneira absurda
A versão 1.1, comprada de vendedor aleatório, foi o que destruiu meu console no passado. Então fica a recomendação do amigo aqui: compre do vendedor oficial.
Começando o tutorial aqui!
A parte mais delicada: removendo a PPU
Não tem como fugir: a remoção da PPU é o ponto mais crítico de todo o processo. Existem várias técnicas:
Solda nova + sugador
Soprador térmico + pinça (foi o que eu usei desta vez)
Salva-chip (que mantém a solda líquida por mais tempo)
Fita dessoldadora
Combinações de tudo isso
O importante é agir com calma e paciência. É ali que a maioria dos erros acontecem. E se você quiser visualizar esse processo com mais clareza, todas as imagens e instruções estão no meu site — o link está na descrição do vídeo original.
Instalando a placa AV nova
A Lava Kit 2.0 vem com uma placa AV completamente nova, substituindo aquela placa lateral original que contém:
Entrada de energia
Saída RF
Saída AV
Essa peça moderna já inclui:
Saída RGB (DIN10 – padrão Sega Saturn)
Saída S-Video
Saída AV
E o melhor: ela encaixa exatamente no lugar da original. Basta dessoldar a placa antiga, aproveitar os mesmos pinos e soldar tudo na placa nova. O alinhamento fica perfeito na carcaça.
Preparando a placa RGB
A placa principal da Lava Kit precisa de algumas preparações:
Soldar os pinos nas fileiras indicadas
Instalar o soquete no topo (onde a PPU será encaixada)
Garantir o alinhamento da ranhura do soquete
Soquetar a PPU original do NES
Você pode soldar a placa direto na mainboard, mas eu recomendo deixar tudo soquetado — facilita qualquer manutenção futura.
Conexão dos fios e paleta de cores
A ligação dos fios é simples, porém detalhada:
Fios de GND, R, G, B, Sync → vão para a placa AV RGB
Outros quatro pinos opcionais permitem trocar a paleta de cores usando o controle
Eu não uso controles originais — só Bluetooth — então essa função acabou inútil pra mim e acabei removendo depois. Mas no tutorial eu deixei tudo instalado para fins educativos.
Reparos extras e cuidado com trilhas
No meu NES, uma das trilhas rompeu durante a restauração passada. Sem drama: refiz a trilha, apliquei máscara UV e ficou novo de novo. Caso isso te aconteça, é totalmente reparável.
Montagem final e testes
Com a placa AV instalada, a placa RGB encaixada, a PPU soquetada e todos os fios no lugar, é hora do grande momento: testar o NES RGB.
E… que imagem, meus amigos.
Castlevania nunca pareceu tão vivo.
As cores, os contornos, a nitidez — tudo parece novo.
Problemas clássicos do AV, como jailbars, ruído e interferências? Desaparecem. A sensação é de estar revivendo o console com o melhor sinal possível.
Vale a pena?
Definitivamente vale.
É custoso? Sim.
É trabalhoso? Bastante.
É algo para qualquer pessoa? Não exatamente.
Mas para quem ama qualidade de imagem — e eu sei que você ama — o mod RGB no Nintendinho é simplesmente inevitável. Uma hora você vai querer.
Eu já modifiquei todos meus Master Systems. Já modifiquei meus consoles principais. O NES era o que faltava, e agora ele está brilhando no RGB como sempre mereceu.
Quer aprender mais?
O Fred do Covil do Fred também fez um excelente tutorial — recomendo demais, especialmente se você tem um Famicom.
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Um forte abraço, e até o próximo mod!